Teatro · Entrada livre
Xurxo Varela, Olavo Barros e Hugo Sanches
A música de câmara e a solo nas cortes de Luís XIV e Luís XV representava o expoente máximo da sofisticação e do refinamento aristocrático francês. Nos salões privados de Versalhes, o repertório a solo permitia que os músicos demonstrassem o seu virtuosismo contido, focado na clareza da articulação e na riqueza dos ornamentos. Já a música de câmara promovia um diálogo íntimo e equilibrado entre os instrumentos, longe do volume estrondoso das grandes produções orquestrais da ópera. Este ambiente favoreceu o nascimento da suite de danças e de géneros que misturavam o rigor estrutural com a leveza melódica. Sob o mecenas real, compositores da corte moldaram o chamado "gosto francês", uma estética musical que privilegiava a subtileza, a elegância e a expressão das emoções mais delicadas. Assim, estas peças funcionavam tanto como entretenimento exclusivo para a realeza quanto como um símbolo de prestígio político e cultural da monarquia absolutista.
Estudou viola da gamba com Francisco Luengo. Cursou o Mestrado em Interpretação Artística na ESMAE entre os anos 2014 e 2016.
É professor de viola da gamba na ESMAE, foi professor em diferentes escolas de música galegas e do conservatório de Coimbra e no Ateneu de Manises (Valência).
Fonte: Teatro Municipal de Vila Real. Horário, local exato e preço na página oficial.