
Na sua trajetória, Cristina Lamas terá adotado a viagem e a imersão em realidades diversas como estratégias fundamentais para o processo criativo, numa busca estética e formal que implica uma investigação profunda dos contextos sociais, históricos e políticos dos lugares visitados. Assim, cada novo território torna-se um ponto de partida para a construção de narrativas visuais únicas, onde o desenho atua como uma ferramenta de conexão entre o mundo exterior e o interior, explorando as relações entre o lugar e o indivíduo na memória.
Nos seus projetos mais recentes, a produção artística de Cristina Lamas concentrou-se em exposições como Marginália P21 (2019), Pororoca (2023) e Extinção (2024), todas estreitamente ligadas a processos de envolvimento profundo com as realidades amazónicas. A artista deslocou-se regularmente ao bioma amazónico, passando meses em países como o Brasil, Peru e Colômbia. Este contacto direto com os territórios permite absorver as dinâmicas sociais, culturais e ambientais, ao mesmo tempo que desenvolve uma prática sustentada que integra pesquisa, investigação e residências artísticas. Este mesmo olhar plural e interdisciplinar, que tem orientado a sua prática artística, levou a artista à Argélia no desenvolvimento deste projeto.
Fonte: Galeria Zé dos Bois (ZDB). Horário, local exato e preço na página oficial.





