
Em Almocreves 500 , Gil Vicente entra no século XXI sem pedir licença.
O fidalgo é agora um empresário obcecado com imagem, reputação e contactos. O pajem tornou-se criador de conteúdos e acredita que estar perto do poder é meio caminho andado para chegar ao topo. O capelão acumula funções, responsabilidades e promessas — mas salário, pouco ou nenhum. O ourives continua a apresentar a fatura. E os almocreves fazem-se à estrada sobre duas rodas, carregando encomendas, riscos e a velha esperança de que, no fim, alguém lhes pague…
Texto e imagem: Agenda Cultural de Lisboa (Câmara Municipal de Lisboa), CC BY. Ler na fonte.

